Diante da injustiça, a covardia se veste de silêncio (Julio Ortega) - frase do blog http://www.findelmaltratoanimal.blogspot.com/

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Eles não mostram o rosto e estão fazendo uma revolução: o que pensam os criadores do movimento Vegano Periférico

Por Larissa Bernardes, no DCM


O veganismo vem crescendo em todo o mundo. Uma pesquisa publicada em 2018 pela Food Revolution Network aponta um crescimento de 600% do número de adeptos ao veganismo nos EUA no intervalo de apenas três anos. No Brasil, estima-se que haja cerca de 5 milhões de veganos e, de acordo com o Ibope, 30 milhões de vegetarianos.
Basicamente, o veganismo consiste em um estilo de vida que vá de encontro à exploração dos animais, o que significa não consumir qualquer produto de origem animal. Isto inclui, além da alimentação, produtos de higiene, roupas, calçados e por aí vai…
Atualmente, é muito difundida a ideia de que o veganismo é elitizado e pouco praticável no cotidiano de um cidadão comum. No entanto, existem vozes dentro do movimento que divergem deste estereótipo. Um exemplo é o perfil @veganoperiferico, criado pelos irmãos Leonardo e Eduardo Santos, moradores da periferia de Campinas (SP). A página foi criada em 2017 e hoje tem cerca de 127 mil seguidores.
Nesta entrevista, Leonardo Santos fala, entre outras coisas, sobre o que o levou a criar a página e as tensões entre as classes sociais no veganismo.
DCM – Como surgiu a ideia da criação do perfil?
Leonardo Santos – Eu e ele [Eduardo] estávamos conversando sobre veganos e estávamos lendo um livro de sociologia também. Estávamos passando por uma página onde tinha escrito “punk periférico”, e então fizemos a ligação: punk periférico, vegano periférico. E na hora decidimos criar o perfil. Sem muita ambição, sem muita pretensão, e aí virou o que virou hoje. 

Leonardo e Eduardo evitam mostrar o rosto na página (Foto: Reprodução/Instagram)

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Resenha: Carnelatria: escolha omnix vorax mortal

Por  & arquivado em ArtigosResenhas.
Sônia T. FELIPE. Carnelatria: escolha omnix vorax mortal. Ecoânima, 378 páginas.
A obra da filósofa animalista abolicionista Sônia Felipe é composta por um prefácio, uma introdução que já da o tom do conteúdo que a leitora e o leitor irão encontrar nas páginas seguintes; um glossário que apresenta os principais termos e conceitos usados pela autora no decorrer da obra. São cinco capítulos, cujo foco central é a devastação provocada pela dieta padrão ovo-galacto-carnista, ou como traz o titulo: omnix vorax mortal. São 597 notas de referência e explicativas, duas referências bibliográficas, uma consultada para a elaboração da obra e outra, a que a própria autora produziu nas últimas duas décadas, além de seus vídeos. Por fim, um índice remissivo, que muito ajuda quem busca um tópico especifico abordado no livro.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Jogo brasileiro apresenta mulher negra e nordestina como heroína

Por Isabela Alves

O Aoca Game Lab está prestes a lançar o jogo ‘Árida’, com o objetivo de divertir, desconstruir estereótipos e valorizar personagens que viveram em meio à seca e à Guerra de Canudos.
O jogo se passa no sertão nordestino durante o século 19 e apresenta a história de Cícera, mulher negra e nordestina, que explora o local e ajuda os sertanejos a sobreviverem à seca.
Inicialmente, o jogo seria ambientado na região de Canudos, interior da Bahia, durante o confronto entre o Exército e os integrantes do histórico movimento popular liderado por Antônio Conselheiro, no fim do século 19.
Mas após realizarem a pesquisa de campo durante seis meses, os desenvolvedores decidiram adicionar outras questões sobre as regiões do sertão baiano. Para isso, o grupo contou com a colaboração de historiadores e especialistas da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).
A franquia será dividida em quatro episódios e a data de lançamento do primeiro episódio do game está prevista para o primeiro trimestre de 2019, com o computador como plataforma inicial.