Diante da injustiça, a covardia se veste de silêncio (Julio Ortega) - frase do blog http://www.findelmaltratoanimal.blogspot.com/
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Tudo que está errado com os ovos (dublado)



Não consegue parar de comer ovos? Então dá uma olhada em tudo que acontece antes dele chegar na sua mesa. Nesse vídeo a Erin Janus faz uma pesquisa detalhada sobre a indústria dos ovos e compartilha tudo com a gente.

Pra conhecer o canal dela: 

   / @erinjanus 



segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Regulamento de Porto não diz claramente sobre exportação de animais vivos





Uma operação de grandes proporções está sendo efetivada desde a noite de quarta-feira (29), onde cerca de 27 mil bezerros estão sendo transportados do interior paulista ao porto de Santos. A viagem inicial de cerca de 600km está sendo feita em 300 viagens de carretas preparadas para transportes de animais.

Segundo um caminhoneiro responsável pelo transporte que não quis se identificar, esses bois já enfrentaram antes uma outra viagem que os levaram do Sul do País ao interior Paulista onde ficaram em quarentena e agora foram enviados ao porto de Santos para então, enfrentarem quase 6 mil milhas náuticas que são cerca de 11 mil km até chegarem a Turquia.
Desde quarta-feira (29) o cais de Santos passou a receber cerca de 3 caminhões por hora com em média 90 animais cada.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Documentário: A carne é fraca

Investigação chocante revela crueldade em fazendas da JBS Friboi

Por O holocausto animal


Uma investigação feita pela Repórter Brasil, nas fazendas da empresa JBS, proprietária do grupo Friboi, constatou choques, socos e pauladas nos animais da pecuária.
Bezerro sendo marcado com ferro quente. (Foto: Piero Locatelli)
Bezerro sendo marcado com ferro em brasa. (Foto: Piero Locatelli)

quinta-feira, 30 de junho de 2016

VOTE CONTRA! Rodeio e Vaquejada poderão ser considerados patrimônio cultural

Rodeio e vaquejada são duas das atividades mais cruéis praticadas contra animais, e, infelizmente, ainda muito presentes no Brasil, consideradas "espetáculos" de manifestação cultural. Sabemos, no entanto, que tradição não é sinônimo de ética, e a civilização precisa evoluir, para que ninguém mais precise sofrer enquanto outros se divertirem.
Um PLC 24/2016, de autoria do Deputado Capitão Augusto, propõe que rodeio e vaquejada se tornem patrimônio cultural brasileiro; uma clara tentativa de descartar a possibilidade de serem considerados crime de maus tratos e crueldade, definidos pela Lei Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, conhecida como "Lei de crimes ambientais".

domingo, 4 de outubro de 2015

São Francisco de Assis pede socorro...

Obra de Caravaggio (Michelangelo Merisi)
Por Aristeu Vegano

São Francisco de Assis nascido em Úmbria (perto de Assis), na Itália, no dia 5 de julho de 1182. Filho de um rico comerciante recebeu educação voltada para os negócios. Com 16 anos participou da luta contra a nobreza feudal, foi aprisionado na cidade de Perúgia, onde ficou um ano no cárcere. Em 1203, de volta à cidade natal, Francisco entrega-se a uma vida de festas. Em 1206, orando na Capela de São Damião, ouviu um chamado de Cristo que dizia: “Vá, Francisco e restaure minha casa”. Desde então, entrega-se ao serviço de Deus e dos mais necessitados. Em 1208 faz votos de pobreza e começa a pregar sua doutrina. Em 1224, opta pela vida na floresta, em contato com os animais. 
Dia 4 de outubro é o dia que São Francisco voltou para o pai. Na verdade, foi um dia antes, mas a Igreja decretou o dia 4 como a celebração mundial em sua homenagem. 
Bem, no âmbito religioso, sem sombra de dúvida, São Francisco de Assis, como patrono da ecologia e defensor dos animais, não estaria nem um pouco satisfeito com os valores desagregados de sua obra e sua representação em defesa de seus irmãos, os animais, como dizia “Ele”. Há que se pensar sobre alguns fatos...

domingo, 23 de agosto de 2015

10 curtas independentes brasileiros sobre sociedade e animais para assistir online e despertar


Lembra a época em que na escola adorávamos fazer resenha de filme porque era mais rápido que ler um livro para isso? Hoje muitos jovens já acham o filme muito longo. Já reparou como cada um de nós passa cada vez mais rapidamente pelas informações na internet? É uma enxurrada de conteúdo e interações em um espaço de tempo não apernas curto, mas concomitante.

Lembro da época em que descobri o polêmico e revelador documentário Terráqueos. Ele estava disponível no youtube dividido em umas 10 partes diferentes, já que na época só entravam vídeo de até 10 minutos no canal. A minha internet era discada, um vídeo de 10 minutos demorada um dia inteiro para abrir, isso se a conexão não caísse e zerasse tudo. Uma amiga conhecia um garoto que cobrava para  baixar filmes na internet e gravar em DVD. Eu precisei encomendar isso para assistir Terráqueos! Mas valeu a pena. Depois de assistir, minha vida nunca mais foi a mesma. E de muitos animais ao redor do mundo também não. Porque esse filme sem dúvida é o que despertou muitos pessoas a agirem pelos animais, desde nas suas escolhas no dia a dia, a intervenções pontuais. Nas ações da ULA inclusive gravávamos o filme em DVDs e distribuíamos, para que cada vez mais pessoas pudessem ter acesso às informações preciosas nele contidas

Mas hoje em dia está bem diferente. Uma imensa parcela da população tem acesso a qualquer filme a um clique. E a facilidade relativizou o tempo, como dito no início. Pensando nessa galera que não consegue mais ficar uma hora olhando para a tela sem acessar outra coisa, indicaremos aqui 10 curta metragens com média de 10 minutos que gostamos muito! A cartase está a um clique!

Para assistir, basta clicar no título do filme.

O instigante curta brasileiro, da diretora Luara Lux em parceria com Fiori Vonière, levou muitos às lágrimas ao provocar uma reflexão sobre a nossa sociedade. Não apenas sobre as nossas incoerências em relação aos animais, mas também em como tratamos uns aos outros. Quais são as nossas prioridades?

sábado, 4 de julho de 2015

Como o anti-humanismo de alguns vegans ameaça a reputação do veganismo abolicionista

Por Robson Fernando de Souza, no site Veganagente

Temos visto, nesses últimos meses, um crescimento da visibilidade da categoria de vegans anti-humanistas, inclusos reacionários de direita e misantropos assumidos. Essas pessoas não sabem, mas suas manifestações contra seres humanos estão prejudicando a reputação do vegano-abolicionismo.
Por causa dessa aparentemente crescente tendência de manifestações de ódio aos Direitos Humanos, aversão a minorias políticas e adesão fanática a ideais de direita, muitos carnistas e especistas estão batendo no peito e dizendo com satisfação: “Não é que tínhamos razão?”. Eles estão vendo estereótipos preconceituosos, como o do defensor animal que esnoba pessoas necessitadas e o do vegano que “não pensa nas crianças famintas”, se tornarem, em parte, reais.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Ativistas pressionam Haddad a proibir foie gras em São Paulo






A Câmara dos Vereadores aprovou na semana passada o PL 537/2013, que proíbe a produção e a comercialização de foie gras em restaurantes de São Paulo. O projeto agora precisa ser sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT).

Entidades de defesa dos animais estão se mobilizando na internet para pressionar o prefeito a banir a iguaria francesa. Muitos estão usando o Twitter para enviar mensagens a Fernando Haddad e pedir que a lei seja sancionada.

O sabor da crueldade

O foie gras é feito com fígado de patos ou gansos, que são alimentados por meio de canos, de maneira forçada, várias vezes ao dia. Apesar de milenar, a prática é considerada cruel e provoca sofrimento nas aves.


O PL também tem causado polêmica com entidades ligadas à gastronomia, que são contra a proibição. O foie gras é um dos ingredientes mais caros do mundo e é vendido a preços elevados nos restaurantes da capital.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Cavalos escravos: dor e sofrimento




Por Dr. phil. Sônia T. Felipe, no site Olhar Animal

Sabemos, há milênios, da existência de sensibilidade consciente em todos os animais, algo que acaba de ser confirmado pela Declaração de Cambridge sobre a Consciência em Humanos e Animais, proclamada em 7 de julho de 2012, na Inglaterra. Sabemos que eles têm inteligência, memória e raciocínio. Os filósofos greco-romanos (Ovídio, Sêneca, Plutarco e Porfírio), assim como Aristóteles, reconheciam que um nível não desprezível de racionalidade era próprio dos animais, não apenas dos humanos.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Comer um amendoim e a carne de uma vaca dá no mesmo?

Dr. phil. Sônia T. Felipe, no site Olhar Animal

É comum nas palestras em defesa dos animais e de um modo de viver e de comer que não inclua nenhuma matéria animal no consumo, alguém dizer que as alfaces também "sofrem e sentem dor". Faz pelo menos vinte anos que ouço isso nos auditórios e ouvi também algumas vezes em sala de aula.
Se comemos um amendoim, pensam as pessoas, então comemos algo igual a um pedaço de carne, ao ovo e ao leite. Apenas uma parte disso está correta: o amendoim é rico em gordura saturada, proteína e minerais. Acaba-se aí a igualdade entre o presunto e o queijo (obtidos do corpo de animais que sofrem do dia em que nascem ao dia em que são mortos) e o amendoim. Esse pode ter desidratado ao ser torrado, mas, definitivamente, não sentiu dor alguma.

sábado, 19 de abril de 2014

Ovis aries morta

Ilustração: Saverio Polloni
Por Dr. phil. Sônia T. Felipe, publicado no sítio Olhar Animal

Ou, carne de ovelha nessa e em outras semanas nada “santas”. Uma longa leitura para o seu feriado dar no que pensar sobre esse animal.

A novilha, condenada à morte por estar cega, é resgatada por um menino que a leva para casa e a adota. Solidário com o gesto do garoto, um carneiro do rebanho Ovis aries torna-se fiel escudeiro da novilha cega. Guia-a na pastagem, cuida para que ela não caia nos precipícios, dorme com ela.

Vivem assim por quase quatro anos, nos quais ela deu à luz um bezerro, de quem o carneiro cuidou como se fosse pai, protegendo-o de predadores. De seus próprios rebentos ele não precisa cuidar, porque o rebanho de ovelhas faz isso muito bem sem ele. Mas do bezerro as ovelhas não cuidavam, então, ele, sim, o fez! Quando a vaca morreu de infecção pulmonar, esse carneiro ficou ao lado do corpo morto gritando por horas, no mais puro desespero por não conseguir acordá-la nem ajudá-la.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Sônia T. Felipe: Dieta de ratos

A palavra dieta deriva do grego díaita que significa modo de viver. Inclui todas as escolhas pessoais que tenham um princípio claro a inspirar a busca de certos resultados coerentes com o que o princípio estabelece. Por exemplo, se o princípio é o de viver sem causar violência a nenhum outro ser vivo, tudo o que escolhemos deve se pautar por esse princípio. Nesse sentido, os veganos escolhem viver sem usar, explorar e matar animais para quaisquer propósitos. Por isso se pode dizer que há uma díaita ou dieta vegana ou uma ética vegana.
Muito do que seguimos em nossa dieta não resulta de nossas decisões. São hábitos ou práticas que nos acostumaram a seguir desde muito pequenos. Por ser tão natural fazer as coisas de certo modo, pensamos que então é moral fazê-las desse modo e não de outro.
Comer, entre outros hábitos herdados, é um dos mais arraigados em nossa mente. Antes mesmo de nascermos já comemos pelo sangue de nossa progenitora os alimentos que ela aprendeu a comer desde sua própria infância. Por isso é tão difícil para muitas pessoas romper com a tradição diet(ética) de sua família.
Além de termos sido condicionados aos sabores, aromas e nutrientes presentes nos alimentos que nos deram para comer desde sempre, quando crescemos passamos a receber muitas informações medicinais comerciais sobre certos alimentos. A maioria dessas informações é programada no meio científico.
O mais gritante exemplo de propaganda medicinal de certos alimentos com certeza é o mito criado pelos médicos e cientistas de que só temos proteína boa para garantir a formação e reposição dos tecidos do nosso corpo se comermos comidas animalizadas, carnes, leite, laticínios e ovos. Quando escrevo “mito” estou sendo gentil.
Vou contar um pouco da história, para que todos possam saber o quanto de suas crenças dietéticas está fundado sobre pesquisas feitas, equivocadamente, em ratos, cujos resultados foram imediatamente transpostos para orientar a dieta humana. Se nosso metabolismo fosse igual ao dos ratos usados em experimentos nutricionais, seríamos então ratos e ratazanas. Como não somos, comemos o que nos disseram para comer. E sofremos todo tipo de doença causada pela alimentação ovo-galacto-carnista.
A mentira deslavada contada para todas as gerações que nasceram e viveram no século XX, algo que continua a ser reproduzido pela comunidade médica vinculada ao agronegócio, é que as únicas proteínas de boa qualidade para nutrir organismos humanos são as fornecidas pelas carnes, ovos e leites ou seus derivados.
Segundo o médico Dr. John McDougall (do Comitê dos Médicos por uma Medicina Responsável), autor do livro The Starch Solution (2012), um estudo levado a efeito em 1914 por Lafayette B. Mendel e Thomas B. Osborne, em ratos, concluiu que as proteínas dos alimentos animalizados servidos aos ratos eram superiores em qualidade às proteínas dos alimentos vegetais. A conclusão foi tirada porque os ratos cresceram mais rapidamente com as proteínas animalizadas do que com as proteínas vegetais. Desde então a comunidade médica seguiu a conclusão e passou a defender que os vegetais não possuem proteínas de qualidade para garantir a saúde humana.
Aquele estudo feito em ratos, entretanto, esqueceu de um pequeno detalhe: ratos alcançam seu tamanho adulto em apenas 6 meses, enquanto humanos levam 17 anos para alcançarem o tamanho adulto. Portanto, uma dieta boa para fazer crescer rato, quer dizer, altamente concentrada na proteína, não pode ser considerada ideal para garantir a saúde humana e aí estão as evidências do quanto tal dieta contribuiu para a derrocada da saúde humana nas últimas décadas. Ingerimos proteína em excesso, satisfazendo as vendas desses produtos mas detonando nossa saúde.
No início do século XX não se deu importância para esse pequeno e significativo detalhe, o de que a espécie humana tem ao seu dispor quase duas décadas para o crescimento do corpo, enquanto aguarda o desenvolvimento cerebral e mental, antes de chegar ao tamanho de um exemplar adulto. Os ratos precisam dar conta de sua vida com autonomia física em menos de um ano. Os humanos não devem crescer e se tornar adultos a não ser quando seu cérebro está desenvolvido e apto para cuidar do autoprovimento. Isso, conforme bem o sabemos, requer quase duas décadas de vida, de comida saudável (especialmente para nutrir o cérebro humano) e de espera paciente.
Quanto maior o tamanho de uma criança, mais esperamos dela comportamentos adequados à sua estatura. De ratos grandes esperamos comportamentos de ratos adultos. Não é favorável ao desenvolvimento psicossocial ou emocional de uma criança forçarmos sua mente a adotar padrões típicos de adultos. Portanto, ser grande logo à partida, em vez de representar uma vantagem ou um benefício para a criança, pode ser fonte de sofrimento e de pressões que ela não está apta a suportar.
O erro em usar ratos para obter padrões dietéticos para humanos não se restringiu à questão do crescimento, completamente diferente entre uma e outra espécie. Bioquimicamente, o estudo de Mendel e Osborne passou batido na questão dos aminoácidos essenciais, aqueles que precisamos obter através dos alimentos, porque nosso organismo ou o de outros animais não está evoluído para sintetizá-los. Então, quando os cientistas fizeram seu experimento com os ratos no início do século XX, eles não se importaram em conferir se o organismo dos ratos sintetizava ou não certos aminoácidos e se esses eram os mesmos sintetizados pelo organismo humano.
Enquanto o organismo de ratos requer 10 aminoácidos essenciais, ao humano bastam 8 aminoácidos . Do total dos 20 aminoácidos que formam a famosa proteína, nosso organismo sintetiza 12 a partir dos 8 obtidos dos alimentos. Não há um só aminoácido desses 20 necessários para compor a cadeia protéica que não possa ser obtido a partir dos vegetais. E os aminoácidos essenciais vegetais, esses 8 que são a base para a síntese dos outros 12, são absolutamente completos para formar e repor todos os tecidos do nosso corpo. O resto é invenção da propaganda medicinal de carnes, leite, laticínios e ovos. História mal contada. Péssima. Os hospitais estão abarrotados de humanos sofrendo de cardiopatias, diabetes, obesidade, hipertensão, reumatismos, isquemias e câncer.
Dieta animalizada, boa para fazer ratos crescerem rapidamente, nutre mal o organismo humano e o ameaça. Somado a tudo isso, os animais usados para produção de carnes, leite e ovos sofrem a agonia de uma vida privada de tudo o que diz respeito ao seu espírito específico, além do tormento das mazelas que afetam seus corpos. E ao comermos alimentos feitos de sua matéria corporal, ingerimos o que não nos interessa, caso queiramos ter saúde e longevidade.
Mais uma vez, testes e experimentos feitos em animais visando obter padrão para humanos resultam em desastre para os milhões de animais usados nos experimentos, que têm sua vida destruída pela pesquisa biomédica, e também para os humanos que são levados a comer algo que favorece o crescimento em tempo recorde, quando não precisamos ficar grandes antes do tempo e sim inteligentes o suficiente para nos conduzirmos em todas as questões com algum discernimento típico da espécie humana, não de ratazanas. 

Sônia T. Felipe | felipe@cfh.ufsc.br

Sônia T. Felipe, doutora em Teoria Política e Filosofia Moral pela Universidade de Konstanz, Alemanha (1991), fundadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Violência (UFSC, 1993); voluntária do Centro de Direitos Humanos da Grande Florianópolis (1998-2001); pós-doutorado em Bioética - Ética Animal - Univ. de Lisboa (2001-2002). Autora dos livros, Por uma questão de princípios: alcance e limites da ética de Peter Singer em defesa dos animais(Boiteux, 2003); Ética e experimentação animal: fundamentos abolicionistas (Edufsc, 2006);Galactolatria: mau deleite (Ecoânima, 2012); Passaporte para o Mundo dos Leites Veganos (Ecoânima, 2012); Colaboradora nas coletâneas, Direito à reprodução e à sexualidade: uma questão de ética e justiça (Lumen & Juris, 2010); Visão abolicionista: Ética e Direitos Animais (ANDA, 2010); A dignidade da vida e os direitos fundamentais para além dos humanos (Fórum, 2008); Instrumento animal (Canal 6, 2008); O utilitarismo em foco (Edufsc, 2008); Éticas e políticas ambientais (Lisboa, 2004); Tendências da ética contemporânea (Vozes, 2000).

Cofundadora da Sociedade Vegana (no Brasil); colunista da ANDA (Questão de Ética) www.anda.jor.br; publica no Olhar Animal (www.pensataanimal.net); Editou os volumes temáticos da RevistaETHIC@,www.cfh.ufsc.br/ethic@ (Special Issues) dedicados à ética animal, à ética ambiental, às éticas biocêntricas e à comunidade moral. Coordena o projeto: Ecoanimalismo feminista, contribuições para a superação da discriminação e violência (UFSC, 2008-2014). Foi professora, pesquisadora e orientadora do Programa Interdisciplinar de Doutorado em Ciências Humanas e do Curso de Pós-graduação em Filosofia (UFSC, 1979-2008). É terapeuta Ayurvédica, direcionando seus estudos para a dieta vegana.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Minicurso Galactolatria no Espaço Spiralis, em Campinas/SP, dias 20 e 21 fevereiro de 2014

Nos dias 20 e 21 de fevereiro, no Espaço Spiralis em Campinas, SP, será oferecido o minicurso: 

IMPLICAÇÕES ÉTICAS, AMBIENTAIS E NUTRICIONAIS DO CONSUMO DE LEITE E LATICÍNIOS

ministrado pela filósofa Dr. phil. Sônia T. Felipe, autora do livro Galactolatria: mau deleite (Ecoânima, 2012).

Parte I – Galactopoese (data: 20/02/14 – 19:00 às 22:00)
- Diferentes espécies, leites diferentes
- Composição do leite

Parte II – Galactogenia (data: 21/02/14 – 14:30 às 17:30)
- Intolerância e alergia ao leite (bagagem genética)
- Doenças e males associados ao consumo de leite bovino

Parte III – Galactoética (data: 21/02/14 – 19:00 às 22:00)
- Sofrimento animal (vacas e vitelos)
- Devastação ambiental (água, cereais, forragens)
- Excreção – montante em relação a cada laticínio consumido (excrementos, gás metano)
- Lastro da extração do leite (consumo de água, cereais, forragens, excrementos, gás metano)

Público alvo: O curso é aberto aos profissionais e estudantes interessados na questão da saúde humana, da devastação ambiental e do sofrimento animal.

Valor da inscrição R$ 40,00
Inscrições: spiralis@avisrara.com.br (telefones: 19 3258 8241 e 19 3258 9224)

Espaço Spiralis, Rua Rei Salomão, 295, Sousas – Campinas, SP





domingo, 19 de janeiro de 2014

USO DE ANIMAIS EM PRÁTICAS CIRÚRGICAS – PARTE 2

A ideia de que o uso de animais em treinamento de novos cirurgiões é importante para que estes adquiram autoconfiança é discutida no presente artigo.
Em 1994, M. Pavletic e colaboradores, trabalhando na Tufts University, realizaram um estudo comparativo sobre a aquisição de habilidade cirúrgica por estudantes de veterinária que participaram de um curso alternativo de procedimentos cirúrgicos e médicos de pequenos animais, em relação aos seus colegas que não participaram do mesmo curso, mas que treinaram em animais.
Os resultados de seu estudo mostram que não há evidências de que existam diferenças significativas no que diz respeito à habilidade de conduzir cirurgias comuns, procedimentos médicos e diagnósticos, capacidade de realizar cirurgias ortopédicas e em tecidos finos, confiança e capacidade de realizar procedimentos sem qualquer assistência.