Diante da injustiça, a covardia se veste de silêncio (Julio Ortega) - frase do blog http://www.findelmaltratoanimal.blogspot.com/

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Eu, ex-cotista, “vagabunda”

Eu não vou conseguir ser linear, mas espero que entendam os pormenores desta história íntima. Eu morei 10 anos em Londrina, no norte do Paraná, em um bairro de periferia chamado Jardim Leonor e estudava em uma escola estadual. Na época não era assim muito comum ter sonhos além de chegar ao final do ensino médio, então a falta de credibilidade das pessoas em mim já começava ai. As pessoas, menos a minha mãe. Quando eu tinha 16 anos eu decidi mudar de período na escola, indo do matutino ao noturno, para que assim tivesse um tempo para trabalhar e pagar o cursinho pré-vestibular. E isso já era uma audácia muito grande: desejar ingressar na Universidade Estadual de Londrina. A minha mãe não deixou que eu seguisse com estes planos, dizia que seria pesado demais conciliar trabalho e escola, e me sobraria pouco ou quase nenhum tempo livre pra diversão e coisas de adolescente. Por isso eu comecei a tentar estudar em casa mesmo, só com os materiais da escola – internet era um luxo inimaginável. Na verdade, nem computador eu tinha, e não tinha vaga ideia de quando eu teria um. A minha mãe trabalhava como costureira autônoma.

Esta mulher fotografou-se todos os dias durante um ano. O final nos deixa sem palavras

Esta mulher tirou uma fotografia de si própria todos os dias durante um ano. Este vídeo tem uma mensagem surpreendente. Vale a pena assistir e descobrir qual é.
«Ajuda-me, eu não sei se posso esperar até amanhã.», diz a mensagem no papel que aparece no final do vídeo.

Este curta-metragem do governo da Croácia alerta para o flagelo da violência doméstica, mostrando imagens chocantes que ilustram o pior que acontece em algumas casas, um pouco, em todo o mundo, todos os dias.

É tempo de dizer “BASTA”. A violência doméstica quer física, quer psicológica, quer incida sobre mulheres, homens, crianças ou idosos, tem de ter um fim.

COMPARTILHE ESTE VÍDEO e espalha a mensagem.


Lei Maria da Penha, Promotoras Legais Populares e Mulher Proteja-se: http://www.plp20.org.br/

domingo, 3 de agosto de 2014

Sônia T. Felipe: Chicote

Por Dr. phil. Sônia T. Felipe

É pelo golpe do chicote que o forçam a mover-se. Desde jovem. Escravizado. Passa o dia puxando a carroça carregada. Os cascos firmam-se contra o asfalto, resvalam nos paralelepípedos plantados de forma irregular, as lajotas deslocadas de seu berço, as poças d’água, as pedras que o fazem torcer a pata. E ele evoluiu para galopar nos prados...

O peso é descomunal. O da carroça, feita de madeira maciça, e o das rodas, feitas de ferro. Mas isso ainda não é tudo, não basta para os humanos que o mantêm na condição de refém, de escravo. Há mais peso ali, acrescentado ao da carroça. Ora é carga inerte, tijolo, telha, entulho, lixo. Ora é carga viva. E não é pouca.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Terceiro Fejuca Fest, 3 de agosto, Aclimação


Cidade para pessoas, de 8 a 12 de setembro



Ampliar o repertório de possibilidades no planejamento urbano tem sido nosso foco de pesquisa com o Cidades para Pessoas desde que o projeto foi criado, em 2010. Agora, teremos oficinas práticas para prototipar, em escala hiperlocal, algumas das ideias que apuramos pelo Brasil e pelo mundo.
A primeira Oficina Cidades para Pessoas acontece na Escola São Paulo, de 8 a 12 de setembro, e será parte do CoCidade, um festival de arte e exposição sobre iniciativas colaborativas urbanas. Ao longo de uma semana, a Oficina Cidades para Pessoas terá atividades práticas com quatro objetivos:

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Manioc: você toca um projeto vegano?



A empresa vegana Manioc (que até junho se chamava Quebra-Cabeça) está selecionando algumas ONGs/grupos/pessoas que trabalham efetivamente pelos animais e pelo veganismo para um projeto de parceria.
Se você é uma dessas pessoas que fazem a diferença, responda as perguntas abaixo e envie para  toco.projeto.vegano@gmail.com
1 – Qual é o nome do seu projeto?
2 – Em que ele consiste?
3 – Vocês têm um site, um blog, vídeos ou fotos para que possamos conhecer o trabalho de vocês?
4 – Qual é a cidade e estado da sede do projeto? Quais cidades e estados ele alcança/abrange?
5 – De onde vem a renda que mantém o seu projeto?
6 – Quantas pessoas estão na liderança do seu projeto?
7 – Quantos colaboradores diretos vocês têm? (pessoas que trabalham com vocês efetivamente)

8 – Quantos apoiadores vocês têm? (pessoas que conhecem o trabalho de vocês e torcem para que dê certo! Seja através de doações, seja através de elogios ou mesmo seguidores em redes sociais)


quarta-feira, 23 de julho de 2014

MPT aciona Justiça para que M. Officer seja banida de São Paulo por explorar escravos


Grife é acusada de se beneficiar de escravidão de maneira sistemática e praticar dumping social. Com base em lei paulista, procuradores pedem cassação de ICMS

O Ministério Público do Trabalho ajuizou Ação Civil Pública cobrando a responsabilização da M5, empresa detentora da marca M. Officer, pelo emprego sistemático de trabalho escravo em sua cadeia produtiva. Os procuradores Christiane Vieira Nogueira, Tatiana Leal Bivar Simonetti e Tiago Cavalcanti Muniz, que assinam a peça, pedem que a empresa seja condenada a pagar R$ 10 milhões, sendo R$ 7 milhões como danos morais coletivos por submeter pessoas a condições degradantes e jornadas exaustivas, e R$ 3 milhões pela prática do que classificam como dumping social, ou seja, a subtração constante de direitos trabalhistas como forma de se obter vantagens em relação a concorrentes. A ação pede que o valor total seja revertido para o “Fundo de Amparo ao Trabalhador ou seja convertido em bens ou serviços para reconstituição dos bens lesados”.