Diante da injustiça, a covardia se veste de silêncio (Julio Ortega) - frase do blog http://www.findelmaltratoanimal.blogspot.com/

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O veneno está na mesa


Documentário de Silvio Tendler

Documentarista brasileiro. Conhecido como “o cineasta dos vencidos” ou “o cineasta dos sonhos interrompidos” por abordar em seus filmes personalidades como Jango, JK, Carlos Marighella, entre outros, Silvio já produziu cerca de 40 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens. Em 1981 fundou a Caliban Produções Cinematograficas Ltda., produtora direcionada para biografias históricas de cunho social.
Seus filmes são resgates da memória brasileira e inspiram seus espectadores a reflexão: sobre os rumos do Brasil, da América Latina e do mundo em desenvolvimento.

Sinopse
O Brasil é o país do mundo que mais consome agrotóxicos: 5,2 litros/ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo mundo pelo risco que representam à saúde pública.
O perigo é tanto para os trabalhadores, que manipulam os venenos, quanto para os cidadãos, que consumem os produtos agrícolas. Só quem lucra são as transnacionais que fabricam os agrotóxicos. A idéia do filme é mostrar à população como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio. (http://tal.tv/video/o-veneno-esta-na-mesa#)



domingo, 13 de janeiro de 2013

Cupuaçu


Por Luiz Roberto Barbosa Morais


O cupuaçu, nativo da região Amazônica, é uma pequena árvore que mede de quatro a oito metros quando cultivado ou até com 18 m de altura nos indivíduos silvestres, na mata alta. Pertence à mesma família e gênero do cacau.

A fruta é muito grande, em forma de cilindro com extremidades arredondadas, podendo atingir até 30cm de comprimento, pesando, em média, 1,2 kg. Na maturação os frutos caem sem o pedúnculo, quando começam a liberar o cheiro característico, o que indica a perfeita maturação dos mesmos.
O fruto contém uma polpa suculenta e cremosa, com sabor característico, aderido de 20 a 30 sementes ovaladas e grandes.

A manteiga do cupuaçu é semelhante a “manteiga” do cacau, porém com qualidade superior porque é extraída de sementes que contêm, aproximadamente, 45% de óleo.

A produção em plantios comerciais é iniciada a partir do terceiro ano e alcança, em média, 12 frutos por árvore. Recomenda-se o plantio de 180 plantas por hectare, que pode chegar a uma produtividade média de 2148 frutos, que corresponde a 990 kg de polpa e 443 kg de sementes (em média o fruto tem 38,4 % de polpa, 17,2 % de sementes e 44,4 % de casca). Em geral, com uma tonelada de sementes frescas, se produz 135 kg de manteiga de cupuaçu.

Popularmente, do cupuaçu utiliza-se apenas a sua polpa para consumo: sucos, sorvetes, cremes e doces. A remoção da polpa é uma operação trabalhosa e efetuada através de tesoura. Em algumas regiões as sementes são fermentadas, secas ao sol, torradas, trituradas no pilão e utilizadas como chocolate comum, também chamado de cupulate.

O(a) óleo/manteiga extraído das sementes do cupuaçu oferece propriedades fantásticas para a indústria cosmética.

A manteiga de cupuaçu é um triglicerídeo que apresenta uma composição equilibrada de ácidos graxos saturados e insaturados, o que confere ao produto um baixo ponto de fusão aproximadamente 30°C) e aspecto de um sólido macio que funde rapidamente ao entrar em contato com a pele.
A manteiga de cupuaçu possui alto poder de absorção de água, aproximadamente 240% superior ao da lanolina, atuando como um substituto vegetal da mesma. Ela contém fitoesteróis (especialmente beta-sitosterol) que atuam na célula, regulando o equilíbrio hídrico e a atividade dos lipídeos da camada superficial da pele. O alto poder de absorção da água desta manteiga pode ser atribuído às
pontes de hidrogênio formadas entre as moléculas de água e os fitoesteróis. Os fitoesteróis estão sendo utilizados nos tratamentos de dermatites e afecções por estimular o processo de cicatrização.


Luiz Morais formou-se em química e engenharia química pela UFPA (Universidade Federal do Pará), onde também se especializou em química de óleos e gorduras. Diretor da www.amazonoil.com.br

Manteiga de cupuaçu: www.lojagerminar.com.br

Copaíba


Por Luiz Roberto Barbosa Morais

Existem várias espécies de copaíba, embora apresentem algumas diferenças botânicas, em todas elas são atribuídas a mesma utilização medicinal-cosmética. A copaíba é adaptada a uma grande variedade de ambientes e ocorre em florestas tanto na terra firme como nas áreas alagadas, pode alcançar de 25 a 40 metros de altura e viver até 400 anos.

O processo de extração do óleo-resina de copaíba ainda é artesanal. Com um furador, perfura-se a árvore a 60 ou 70 centímetros do chão, até o centro do caule. Em seguida, coloca-se um cano embaixo do orifício para que o óleo escoe até um recipiente colocado no solo. Deixa-se o óleo escorrer por alguns dias e, ao final da colheita, o orifício é vedado com argila para impedir a infestação da árvore por fungos ou cupins. A árvore deverá descansar no mínimo três anos antes da próxima extração. Este processo é denominado extração racional. O rendimento médio de cada árvore adulta é de quatro a cinco litros por extração.

A germinação das sementes é rápida, porém, é uma árvore com taxas de crescimento lento, alcançando apenas 50 cm por ano. A extração do óleo-resina não deve ser realizada antes que a árvore alcance um diâmetro de 40 cm.

As utilizações da medicina tradicional para o óleo-resina de copaíba são muitas e indicam grandes variedades de propriedades farmacológicas. É muito apreciado como cicatrizante e anti-inflamatório para tratar infecções nas vias respiratórias e urinárias. É conhecido como um antibiótico natural que age eficazmente contra bactérias gram positivas. No processo industrial-cosmético é utilizado como um componente de fragrância em perfumes e em preparações como sabões e cremes por suas propriedades antibactericidas, anti-inflamatórias e emolientes.

Um dos principais problemas da comercialização do óleo-resina de copaíba é a sua adulteração, geralmente com óleo vegetal. Uma das formas convencionais de atestá-la é determinando seu índice de acidez – inferior a 80 mgKOH/g de óleo-resina é indício de contaminação. Quanto menor for o índice de acidez do óleo-resina de copaíba maior a quantidade de óleo vegetal nele misturado.

Luiz Morais formou-se em química e engenharia química pela UFPA (Universidade Federal do Pará), onde também se especializou em química de óleos e gorduras. Diretor da www.amazonoil.com.br

Óleo de copaíba: www.lojagerminar.com.br

Castanha-do-pará


Por Luiz Roberto Barbosa Morais

A castanha-do-pará ou castanha do Brasil é uma árvore muito grande, majestosa e frondosa, alcançando frequentemente uma altura de 50 metros e mais de dois metros de base. O fruto da castanheira é chamado de ouriço e no seu interior abriga, em media, 18 amêndoas. Para a retirada das amêndoas é preciso quebrar o ouriço, que tem uma casca muita dura e não abre espontaneamente.

Uma árvore adulta produz em media 125 litros de castanha (em média 45 sementes/litro). A semente descascada possui cerca de 70% de óleo, na prensagem mecânica (sem a utilização de solventes) retira-se 40% desse óleo, ou seja, cada castanheira pode produzir até 50 litros de óleo.

Popularmente a amêndoa da castanha é muito utilizada como ingrediente na culinária e na fabricação de doces. Seu valor protéico, bastante expressivo, é de 18%, comparado como “carne vegetal”, sendo que o consumo de duas amêndoas equivale o valor protéico de um ovo.

O leite da castanha, semelhante ao leite de coco, é usado no preparo de pratos típicos regionais. O óleo da castanha é aplicado nos cabelos para, em contato com o sol, clareá-los. É utilizado por adolescentes e gestantes na prevenção de estrias. O preparo de um chá (deixando água por algumas horas dentro do ouriço) é considerado um ótimo remédio para hepatite, anemia e problemas intestinais.

O óleo de castanha é altamente nutritvo, contendo 75% ácidos graxos insaturados compostos, principalmente, por palmítico, olêico e linolêioco, além do fitoesteróis sistosterol e as vitaminas lipossolúveis A e E. Extraído da primeira prensagem pode se obter um azeite extra-virgem, podendo substituir o azeite de oliva por seu sabor suave e agradável e utilizado em saladas e refogados.

A castanha é uma rica fonte em magnésio, tiamina e possui as mais altas concentrações conhecidas de selenium (126 ppm), com propriedades antioxidantes. Algumas pesquisas indicaram que o consumo de selênio está relacionado com uma redução no risco de câncer de próstata e problemas de tireoides.
As proteínas encontradas são muito ricas em aminoácidos sulfurados como cisteina (8%) e metionina (18%) e a presença desses aminoácidos (methionine) melhora a adsorbção de selênio e outros minerais.

A indústria cosmética emprega o óleo de castanha por suas propriedades antirradicais livres, antioxidantes e hidratantes nas formulações antiaging, que previne o envelhecimento cutâneo e é considerado um dos melhores condicionadores para cabelos danificados e desidratados.


Luiz Morais formou-se em química e engenharia química pela UFPA (Universidade Federal do Pará), onde também se especializou em química de óleos e gorduras. Diretor da www.amazonoil.com.br

Óleo de castanha-do-pará: www.lojagerminar.com.br

sábado, 15 de dezembro de 2012

Ambientalistas pedem a suspensão de pesticidas da Bayer, Basf e Syngenta


Por Juan Garciaheredia/ El Sol de México 

Ao revelar que no México se encontram 27 inseticidas altamente perigosos comercializados por Bayer, Basf e Syngenta, organizações ambientalistas enviaram carta aos executivos das transnacionais, exigindo a suspensão das vendas desses produtos “por seu impacto à saúde humana e ao meio ambiente”.

De acordo com um comunicado, “no dia internacional do Não uso de pesticidas, mais de 120 organizações e 10 mil pessoas mundialmente enviaram uma carta aos executivos das transnacionais Syngenta, Bayer e Basf, exigindo que deixem de vender pesticidas altamente perigosos à saúde humana e ao meio ambiente. Estas transnacionais fabricam, em seu conjunto, 50 inseticidas altamente perigosos que, em muitos casos, não são vendidos ou não estão registrados em seus países de origem e, no entanto, são comercializados em países da Ásia, África e América Latina”.

“A carta foi dirigida à suíça Syngenta, e as alemãs Bayer Cropscience e Basf porque elas são, em grande parte, responsáveis pelos envenenamentos e problemas ambientas causados pelos pesticidas. As três transnacionais foram beneficiadas, em 2012, com 47% das vendas do mercado mundial (seguidas das estadunidenses Monsanto, Dow e DuPont)”.

A carta foi uma iniciativa de Pestizid Aktions-Netzwerk e.V. – PAN Alemanha (rede de ação contra os pesticidas) e tem como título “Pesticidas altamente perigosos da Basf, Bayer e Syngenta. Resultados de uma investigação internacional”. Indica que há mais de 25 anos a indústria e os governos promovem o “uso seguro dos inseticidas”, no entanto, os problemas ocasionados pelos agrotóxicos continuam. Neste relatório, o PAN discrimina os produtos altamente perigosos que são divulgados em páginas eletrônicas das transnacionais em seu país e em nove países da Ásia, África e América Latina (Brasil e Argentina).

Referindo-se ao relatório, Fernando Bejarano, coordenador da Red de Acción em Plaguicidas y sus Alternativas no México (Rapam), informou que “no México encontramos 27 inseticidas altamente perigosos comercializados pela Bayer, Basf e Syngenta que estão incluídos no informe citado pelo PAN. Portanto, nos somamos à demanda internacional para que detenham sua comercialização”.

Tradução: Sandra Luiz Alves

domingo, 9 de dezembro de 2012

Mente sã em corpo são


(provérbio latino “Mens Sana in Corpore Sano”)

No Brasil, 8% da população das principais capitais e regiões metropolitanas se declara vegetariana


De acordo com os dados do Target Group Index, do IBOPE Media, a penetração entre homens e mulheres vegetarianos é a mesma (8%), mas se altera conforme a idade, aumentando entre as pessoas de 65 a 75 anos. Nesse grupo, o percentual é de 10%. Já entre os jovens de 20 a 24 anos, o percentual é ligeiramente menor (7%), assim como entre homens e mulheres de 35 a 44 anos.

A concentração de vegetarianos também muda conforme a cidade e o estado de origem dos entrevistados. Em Fortaleza, no Ceará, 14% da população afirma ser vegetariana, maior percentual entres as capitais e regiões metropolitanas pesquisadas.

Em seguida aparece Curitiba, no Paraná, com 11% de seus moradores adeptos ao vegetarianismo.  Já Brasília, no Distrito Federal, Recife, em Pernambuco, e a capital do Rio de Janeiro têm 10% da população vegetariana.  Em Belo Horizonte, em Minas Gerais, o percentual é de 9%.

Campinas, em São Paulo, está dentro da média nacional, com 8%, já a capital paulista aparece abaixo, com 7% da população sendo vegetariana, mesmo percentual encontrado em Salvador, na Bahia.

Por fim, Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, registra 6% de vegetarianos entre a sua população, menor índice entre as áreas do estudo.

Sobre a pesquisa
O Target Group Index é um estudo single source sobre comportamento e o consumo de produtos, serviços, mídia, além de estilo de vida e características sociodemográficas. As entrevistas são realizadas nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília e nos interiores de São Paulo e das regiões sul e sudeste. Os entrevistados da pesquisa citada nesta matéria são pessoas de ambos os sexos, das classes AB, C e DE, com 18 anos ou mais, que realizaram compras nos últimos 30 dias. O período de campo foi de fevereiro de 2011 ao mesmo mês em 2012.

Estadunidenses associam a carne à masculinidade

Pesquisa realizada pela Universidade de Bellarmine, em Louisville, Kentucky, revela que os homens consomem carne porque se sentem mais viris. Ao menos nos Estados Unidos, onde a carne é considerada um símbolo patriarcal, declarou o professor Henk Rotgerbe.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Juliana Malhardes: alimentação viva ao vivo


Quer aprender sem sair de casa?
AULÃO DE ALIMENTAÇÃO VIVA AO VIVO
Com transmissão de voz e imagem via skype
Orientação: Juliana Malhardes
Dia 13 de dezembro - quinta feira - das 19h às 21h


Programa:
· Apresentação da Alimentação Viva
· Aula de germinação de sementes e cultivo caseiro de brotos
· Demonstração de preparo de receitas

Receitas – além de dicas de sugestões de variações:
· Salada: Viva Completa
· Prato salgado “quente”: Risoto 7 grãos germinado
· Doce: Pão de Nozes (Especial Natal)

Inscrições antecipadas confirmadas via depósito bancário
Vagas limitadas - grupo de até 6 pessoas
Investimento: R$50,00 (valor promocional) – inclui receitas da aula enviada por e-mail no momento da confirmação da inscrição.
Mais informações: e-mail: culinariaviva@gmail.com


Coadores e apostila da Culinária Viva: www.lojagerminar.com.br

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A Carne é Fraca nas bancas

Em comemoração ao 6º aniversário da  Revista dos Vegetarianos , ganha o leitor, pois encontrará nas bancas de São Paulo a revista com 2 surpresas para incentivar os iniciantes: o dvd A Carne é Fraca e o guia de Restaurantes 2013.


Fonte: http://www.institutoninarosa.org.br